terça-feira, 26 de março de 2019

Empossada nova Cônsul honorária da França no Paraná




Empossada nova Cônsul honorária da França para o Paraná


Por Thiago de Menezes *



A nova Cônsul Honorária da França para o Paraná, Consuelo Rauen, tomou posse para o cargo, em cerimônia realizada na manhã da terça-feira (26/03), na sede da Associação Comercial do Paraná, durante reunião do Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais da própria ACP, com a presença de membros do ‘Corpo Consular do Paraná’. Ela substitui Nadir Bosch, que ficou por dois anos no cargo num lugar colonizado por nações estrangeiras e que atualmente 60% dos moradores do estado têm alguma ascendência estrangeira.



A reunião teve como presidente em exercício, Odone Fortes Martins, segundo vice-presidente da ACP, tendo como autoridades participantes o vice-governador e governador em exercício do Paraná, Darci Piana e o Cônsul-Geral da França em São Paulo, Brieuc Pont, além de conselheiros da ACP e demais convidados, destacando-se a presença do Cônsul Honorário da Albânia em São Paulo e Paraná (também da República Dominicana), Thomas Augusto Amaral Neves, atual presidente do respeitado ‘Corpo Consular do Paraná’, fundado em Curitiba no ano de 1951.


Consuelo Rauen é personalidade atuante no universo cultural e diplomático, dada à sua vivência internacional, principalmente. Formada em letras pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), com pós-graduação no Centre de Linguistique Appliquée, em Besançon, França, e especialização em interculturalidade pela Université de Caen, também na França, Consuelo possui vasta experiência no ensino de idiomas com ênfase no desenvolvimento de habilidades e competências. É empresária e consultora de empresas, com formação no programa “10.000 Mulheres Empreendedoras”, pela FGV/SP. Possui formação em Coaching e Análise Comportamental com validação internacional de importantes instituições, como ECA (European Coaching Association), GCC (Global Coaching Community), Behavioral Coaching Institute e IAC (International Association of Coaching).


Presente na solenidade, o Cônsul-Geral da França, Brieuc Pont, destacou que seu país tem grande consideração pelo Paraná, pois existem dois cônsules naquele estado, um em Curitiba e outro em Foz do Iguaçu. “Pouco se fala sobre isto, mas a França é o país estrangeiro que mais gera mão de obra no Brasil com um total de 500 mil postos de trabalho em empresas francesas”, destacou Pont. Em seguida, a nova cônsul Consuelo Rauen disse que é uma honra assumir o cargo, relatando que já trabalha pela França no Brasil há mais de 40 anos em diferentes funções e quer fazer tudo de melhor na função que agora ocupará.



* Jornalista por formação e escritor, Thiago de Menezes é membro da ‘Associação dos Cônsules no Brasil – ACONBRAS’, diretor de imprensa da ‘Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA’ (órgão consultivo do Governo Federal) mais ‘Conselho Nacional dos Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil – CONPEJ’ e tem vasta experiência como jornalista de turismo e diplomacia.

Contato: menezes.turismo@gmail.com

sexta-feira, 22 de março de 2019

Corpo Consular do Paraná recebe o Embaixador da Macedônia



Corpo Consular do Paraná recebe o Embaixador da Macedônia

Por Thiago de Menezes * (Adido de Imprensa)


O Cônsul Honorário da Albânia em São Paulo e Paraná (também da República Dominicana), Thomas Augusto Amaral Neves, atual presidente do respeitado “Corpo Consular do Paraná”, fundado em Curitiba no dia 22 de janeiro de 1951, esteve com o diplomata Ivica Bocevski, Embaixador da República da Macedônia na sede da Associação Comercial do Paraná em Curitiba. Participaram do encontro outras autoridades consulares e empresários paranaenses.




A Macedônia e o Brasil têm uma longa história conjunta. O fio macedônio é apenas uma das vertentes do mosaico multicultural brasileiro. Desde o final do século XIX, o Brasil dá um novo lar aos macedônios que procuram uma vida melhor fora de sua pátria. A inauguração da Embaixada da República da Macedônia em Brasília celebrou a instalação oficial da primeira missão diplomática da Macedônia na América Latina.


Atualmente, a Macedônia tem interesse em ampliar o consumo de produtos agropecuários brasileiros. O país já é grande consumidor de carne de frango proveniente do Brasil. Há grande interesse na importação de carne suína brasileira, assim como realizar negócios com empresas brasileiras.


Serviço: REPRESENTAÇÃO DA MACEDÔNIA NO BRASIL

Embaixada da República da Macedônia em Brasília
http://www.mfa.gov.mk
http://investinmacedonia.com
http://www.macedonia.timeless.com
brasilia@mfa.gov.mk
Endereço: SHIS QL 26 CJ 05 LT 15
Lago Sul – Brasília DF/Brasil – CEP: 71.665-155
Tel: + 55 (61) 98276-1850


* Jornalista por formação e escritor, Thiago de Menezes é membro da ‘Associação dos Cônsules no Brasil – ACONBRAS’, diretor de imprensa da ‘Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA’ (órgão consultivo do Governo Federal) mais ‘Conselho Nacional dos Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil – CONPEJ’ e tem vasta experiência como jornalista de turismo e diplomacia.

Contato: menezes.turismo@gmail.com




Cida Borghetti homenageada pelo Corpo Consular do Paraná



Cida Borghetti, Embaixadora da Organização Mundial da Família, homenageada pelo Corpo Consular do Paraná




Por Thiago de Menezes * (Adido de Imprensa)


A ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti, designada como Embaixadora da Organização Mundial da Família - OMF desde janeiro passado, vai integrar o Corpo Consular do Paraná como Membro Honorária. O convite foi feito pela Diretoria do corpo Consular em reunião realizada na última segunda-feira (18), na sede da Associação Comercial do Paraná e aprovado por unanimidade pelos demais integrantes da entidade.



A indicação para a distinta honraria foi iniciativa do Cônsul Honorário da Albânia em São Paulo e Paraná, Thomas Augusto Amaral Neves, que regressou recentemente da Europa onde cumpriu grande agenda diplomática, sempre representando a Albânia e também à República Dominicana, da qual também é Cônsul Honorário em Curitiba. Reconhecidamente um defensor dos interesses da Albânia mundo afora, o Dr. Thomas A. Amaral Neves atualmente é o presidente do respeitado “Corpo Consular do Paraná”, fundado em Curitiba no dia 22 de janeiro de 1951 e que recentemente completou 68 anos como entidade organizada, inicialmente como “Sociedade do Corpo Consular” e, atualmente, com a denominação de Corpo Consular; assim como integrante, entre outros, da Federação Mundial dos Cônsules – FICAC, da Federação Latino Americana dos Cônsules – FLAMCA e da Academia Diplomática de Londres.



O ano de 2019 é especial para o Corpo Consular do Paraná Corpo, que tem agenda extensa de comemorações aos seus profícuos 68 anos de fundação. A entidade reúne mais de 45 diplomatas de carreira e cônsules honorários de nações com representação no Estado e tem como objetivo agregar consulados de países presentes no Paraná, promover maior aproximação entre seus membros e ampliar o intercâmbio cultural, econômico, turístico e social.





“É uma honra poder auxiliar na articulação com nações estrangeiras e missões para ampliar a participação e a presença do Paraná no mercado internacional”, disse Cida Borghetti, a ex-governadora do Paraná e Embaixadora da Organização Mundial da Família (OMF), que faz parte do conselho consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU). É responsável por representar e defender os interesses das famílias do mundo, criando políticas públicas de desenvolvimento e proteção social como erradicação da pobreza, educação, saúdem combate à discriminação e à violência doméstica. De acordo com a presidente da OMF, Cida foi escolhida para o cargo principalmente por sua experiência em projetos nas áreas de primeira infância, prevenção à saúde e direitos das mulheres. No novo papel voluntário, Cida afirma que auxiliará na construção de políticas públicas para a área. “É uma missão que recebo com muita disposição em ajudar quem mais precisa”, ressaltou.





* Escritor e jornalista, Thiago de Menezes é membro da Associação dos Cônsules no Brasil – ACONBRAS e diretor de imprensa da Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA (órgão consultivo do Governo Federal).

(Fotos: Divulgações)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Cônsul da Albânia em Curitiba é recebido na Embaixada em Viena



Cônsul da Albânia em Curitiba é recebido na Embaixada em Viena

por Thiago de Menezes* (Adido de Imprensa)


O Cônsul Honorário da Albânia em São Paulo e Paraná, Thomas Augusto Amaral Neves, juntamente com sua esposa, a Consulesa Dra. Dolores Bustelo, cumpriram importante agenda na Áustria, onde foram recebidos pelo Embaixador da Albânia em Viena, o diplomata Roland Bimo e sua esposa, na sede da Embaixada naquele país. A missão diplomática da Albânia na Áustria além de promove os interesses albaneses naquele país, também desempenha um papel importante no desenvolvimento, nos assuntos culturais e nos contatos com a imprensa local.


A Albânia foi reeleita em 2017 para o Conselho Executivo da UNESCO, a mais alta estrutura executiva da organização, e cumpre essa participação no período 2017-2021. Como membro do Conselho Executivo, a Albânia tem a oportunidade de continuar a contribuir para a implementação de políticas de desenvolvimento sustentável nos campos da educação, cultura, ciência, comunicação, preservação e promoção do patrimônio cultural, espiritual e natural.


Reconhecidamente um defensor dos interesses da Albânia mundo afora, o Dr. Thomas A. Amaral Neves atualmente é o presidente do respeitado “Corpo Consular do Paraná”, fundado em Curitiba no dia 22 de janeiro de 1951 e que recentemente completou 68 anos como entidade organizada, inicialmente como “Sociedade do Corpo Consular” e, atualmente, com a denominação de Corpo Consular; assim como integrante, entre outros, da Federação Mundial dos Cônsules – FICAC, da Federação Latino Americana dos Cônsules – FLAMCA e da Academia Diplomática de Londres.



*Escritor e jornalista, Thiago de Menezes é membro da Associação dos Cônsules no Brasil – ACONBRAS e diretor de imprensa da Academia Brasileira de Belas Artes – ABBA (órgão consultivo do Governo Federal).

(Fotos: Divulgações)

Ecos dos 68 anos do Corpo Consular do Paraná em Curitiba



Ecos dos 68 anos do Corpo Consular do Paraná em Curitiba


por Thiago de Menezes (Adido de Imprensa)



O respeitado “Corpo Consular do Paraná” completou 68 anos como entidade organizada, inicialmente como “Sociedade do Corpo Consular” e, atualmente, com a denominação de Corpo Consular; reunindo mais de 40 diplomatas de carreira e cônsules honorários mais agentes e adidos consulares de nações com representação naquele Estado. Fundado em Curitiba no dia 22 de janeiro de 1951, o Corpo Consular teve, como seus últimos presidentes, os cônsules Luiz Celso Branco (Chile), Edson José Ramon (Sérvia), Mariano Czaikowski (Ucrânia), Andreas Hoffrichter (Alemanha) e, agora, presidido pelo dinâmico cônsul Thomas Augusto do Amaral Neves (Albania e República Dominicana), que é o capitão dos tradicionais “Cafés das Nações”, realizados pelo Diário da Indústria & Comércio e apoiados pelo Corpo Consular para comemorar as datas nacionais dos países.


O atual presidente da entidade, o Cônsul Honorário da Albânia em São Paulo e Paraná e Cônsul Honorário da República Dominicana em Curitiba, Thomas Augusto Amaral Neves, juntamente com sua diretoria diplomática, entregou o diploma de reconhecimento de incentivo à nova gestão ao economista e contador Darci Piana, Governador em exercício do Paraná.


O governador em exercício participou no começo de março de 2019, da assinatura do acordo de parceria internacional entre as cidades de Prudentópolis, no centro-sul do estado, e Ternopil, na Ucrânia. O termo de cooperação reconhece a preservação da cultura ucraniana na cidade. A expectativa é que aproxime empresários das duas cidades e fortaleça as relações principalmente nas áreas de educação, agricultura, infraestrutura e segurança pública. Confiram as fotos!




(Fotos: Divulgações)

domingo, 11 de março de 2018

Revivendo Aimée de Heeren - Consulesa Honorária do Brasil em Biarritz



Revivendo Aimée de Heeren

Esposa do milionário Rodman Arturo de Heeren, herdeiro das lojas Wanamaker, foi a elegante e sempre lembrada Consulesa Honorária do Brasil no balneário turístico de Biarritz, na Côte d'Argent, França



Por Thiago de Menezes *


Aimée de Heeren (ou melhor, Aimée Sottomaior de Sá), conhecida na crônica social mundana como amiga de Coco Chanel desde 1939, faleceu em 2006 aos 103 anos de idade. Deixou uma fortuna incalculável. Era tão rica quanto a vida que levou, com grandes emoções, amores, joias, propriedades e incursões no alto mundo diplomático. Viveu de modo grandioso por um século. Foi esposa de Rodman de Heeren, filho de Fernanda Wanamaker, da dinastia da maior cadeia de lojas de departamentos da Filadélfia, e do diplomata espanhol Arturo de Heeren. Anfitriã impecável foi dona de belas casas e apartamentos em Nova York, Palm Beach, Biarritz e Paris. Levou uma vida inatingível aos pobres mortais e seria eleita pela revista Time, em 1941, uma das três mulheres mais elegantes e mais bem vestidas do mundo, atrás apenas de Wallis Simpson, a duquesa de Windsor, e de Barbara Cushing, editora de moda da Vogue dos Estados Unidos. Mais tarde, seria incluída no Fashion ‘Hall of Fame’.




Bem jovem, casou-se com o primo distante Luís Simões Lopes, criador da Fundação Getúlio Vargas e braço direito do presidente. Na verdade, ela foi a grande paixão de Getúlio Vargas, o político que governou o Brasil por mais tempo, duas décadas. A biografia “Getúlio — Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo: 1930-1945” (Com­panhia das Letras, 595 páginas), do jornalista Lira Neto, que chegou às livrarias com grande aparato mercadológico na época de seu lançamento, trazia publicamente essa revelação. A paranaense Aimée Sotto Mayor Sá, ou simplesmente Aimée, a “Bien-Aimée” (a bem-amada), foi, segundo Lira Neto, “a amante mais assídua de Getúlio”. Segundo o presidente, a Bien-Aimé era “a luz balsâmica e compensadora dos meus dias atribulados”. Sutil, ele saía escondido do Palácio do Catete para encontrá-la. “Chovia, e fiz uma escapada agradável”, como ele eternizaria em diários.  Aimée parece ter sido a grande paixão de Getúlio, que teria em sua lista de conquistas, a vedete Virgínia Lane, a poetisa Adalgisa Nery e a cantora Linda Baptista.




Jorge Alkmim, neto do jornalista Assis Chateaubriand, lembrou recentemente em redes sociais, que o avô, quando era embaixador do Brasil em Londres, fora apaixonado por ela. Segundo Fernando Moraes, o biógrafo de Chateaubriand, Aimée foi a mais duradoura de suas paixões. Para satisfazer-lhes seus caprichos, o jornalista conseguiu que o Presidente Juscelino Kubistchek, em meados da década de 1950, a nomeasse consulesa honorária do Brasil no balneário turístico de Biarritz, na Côte d'Argent, no sudoeste da França, onde ela tinha uma casa de veraneio, apenas para desfrutar de um passaporte diplomático. Além do marido, de Gegê e de Chatô, teve grandes apaixonados, como o duque de Buccleuch, um dos homens mais ricos da Grã-Bretanha e dono de terras na Escócia.




A ninguém Aimée de Heeren dizia sua verdadeira idade. Mesmo que pudessem fazer cálculos e imaginar, seus amigos e admiradores só ficaram sabendo que ela nasceu em 1903 quando, em 2006, aos 103 anos, morreu parecendo ter uns 25 ou 30 menos. Foi espontaneamente divertida e refinada!




(Fotos: Reprodução)


* Thiago de Menezes - Jornalista e escritor especializado em Turismo e credenciado pela EMBRATUR. Adido de Imprensa da ACONBRAS – Associação dos Cônsules no Brasil e Agente Consular do Cônsul Honorário da República da Guiné-Bissau em São Paulo, SP, com jurisdição sobre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Membro da Diretoria da AIERJ – Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro. Contato: menezes.turismo@gmail.com

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Celebração do centenário de nascimento do diplomata Jorge d’Escragnolle


Celebração do centenário de nascimento do diplomata Jorge d’Escragnolle

Por Thiago de Menezes *


Nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1917, e falecido também na cidade maravilhosa em 3 de novembro de 1996, o fidalgo diplomata Jorge d’Escragnolle Taunay, celebraria hoje, 15 de dezembro de 2017, cem anos de idade se estivesse vivo.


Segundo seu filho, o diplomata Raul d’Escragnolle Taunay “a forma sincera como narrou nos escritos que nos deixou suas conversas, quando jovem, com o então chanceler Oswaldo Aranha, e os fatos que anteciparam a sua entrada no Itamaraty, permanecem como um apelo de consciência para os homens laboriosos e probos que defendem e defenderão os interesses brasileiros no presente e no futuro. Com o encanto pessoal que foi uma de suas grandes forças e a bondade de coração e espírito, foi meu pai não apenas um diplomata sólido e confiável, mas um homem que soube preservar seu lado amoroso, um pai que gostava de cozinhar, de levar os filhos ao futebol, de exibir sua estrondosa capacidade de compreender o mundo e suas complexidades”.

Ao lado de sua esposa, Mary Elizabeth Penna e Costa d’Escragnolle Taunay, também professora graduada, Jorge Taunay carregou pelos quatro cantos do mundo sua numerosa prole (Jorge Filho, Raul, Maria do Rosário, Pedro Paulo, Pedro Henrique, Ricardo e Laura). Destes, três tornaram-se diplomatas, influenciados por seu compromisso inquebrantável de servir a nação brasileira por todos os meios e com todas as forças, como no caso em que ele, a custo de seu sacrifício pessoal, manteve aberta a embaixada do Brasil em Beirute, onde permaneceu por três longos anos durante a mais violenta guerra. Por diversas vezes o Itamaraty consultou-o se era o caso de fechar a embaixada, e a sua resposta foi sempre a mesma: - “sem a embaixada, como ficarão as comunidades brasileiras neste país? Desamparadas?”. Jorge d’Escragnolle Taunay jamais fechou a embaixada, mesmo sozinho no Posto, assim como jamais fechou seu coração para as necessidades alheias.


Jorge d’Escragnolle Taunay Filho, também diplomata sempre demonstrou espírito público e dedicação à defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros. Tanto em Brasília, como subsecretário-geral para a América do Sul, quanto como embaixador em Luanda, Lima e junto à Organização Internacional de Aviação Civil, em Montreal, deixou marca inconfundível de suas qualidades pessoais e profissionais. Entre seus postos, foi Ministro de Primeira Classe do Quadro Especial da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, da Delegação Permanente do Brasil junto à Organização de Aviação Civil Internacional, em Montreal. Em 2016, o governo da Comunidade da Dominica concedeu agrément a Jorge d'Escragnolle Taunay Filho (falecido em Lima, Peru em novembro de 2017), como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. Enquanto o irmão Pedro Paulo d’Escragnolle-Taunay servia como conselheiro na Embaixada do Brasil em Portugal, tendo atuado no setor de Promoção Comercial e em assuntos do turismo da mesma.


O outro filho diplomata e também literato, Raul d’Escragnolle Taunay, cumpriu bela trajetória diplomática, na qual destacam-se etapas em diversos postos no exterior (embaixadas e consulados), onde exerceu funções políticas, comerciais, culturais e administrativas, permanentes e transitórias, subordinadas ou de chefia, no Brasil e no mundo. Resumindo, trabalhou na Bolívia, em Angola, na Índia, na Venezuela, na Guiana Francesa, na França, nos Emirados Árabes Unidos, na então Tchecoslováquia, no Egito, em Cabo Verde, na Itália (Milão), na Tunísia, em Porto Rico, em Moçambique, na Itália novamente (Roma), no Zimbábue, no Malaui, nos Camarões, na Guiné Equatorial, na Líbia, na Coreia do Norte, em Honduras, no Gabão e na Malásia. Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores, em Brasília, desempenhou funções no Departamento Geral de Administração, no Departamento de Promoção Comercial, na Secretaria-geral das Relações Exteriores, no Departamento de Ciência e Tecnologia, no Departamento do Oriente Próximo, no Departamento da África e na Assessoria de Relações com o Congresso do Gabinete do Ministro de Estado. No âmbito de sua progressão funcional, graduou-se no Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas do IRBr, em 1982, e pós graduou-se no Curso de Altos Estudos do IRBr, em 1996, quando defendeu a tese intitulada: O Fenômeno da Emigração Brasileira: Uma contribuição às Práticas de Apoio e Proteção. Ascendeu a todos os escalões da carreira diplomática – terceiro-secretário, segundo-secretário, primeiro-secretário, conselheiro, ministro de segunda classe – sendo promovido, por merecimento, ao topo da pirâmide da carrière – ministro de primeira classe/embaixador, em 2009. Nesse mesmo ano, pelo papel desempenhado no processo de pacificação do Zimbábue, a presidência da República outorgou-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco.


É fato que o DNA artístico da família Taunay vem de longa data. Tudo começou com Nicolas-Antoine Taunay, que fez parte da Missão Francesa de 1816, quando os primeiros artistas europeus chegaram ao Brasil. Nicolas aprendeu o ofício de pintor com Jacques Louis-David e foi professor de Jean-Baptiste Debret, que documentou os costumes do país com muita propriedade. A linhagem artística não parou por aí. Um dos filhos de Nicolas, Felix-Emile Taunay, tornou-se filósofo e atuou como professor do Imperador Dom Pedro II. Felix, então, teve como herdeiro Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle, que viria a ser o conhecido Visconde de Taunay, importante escritor do século 19, autor de “Inocência”, uma das principais obras do romantismo brasileiro.


Jorge Taunay, descendente direto de Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, primeiro e único visconde de Taunay (um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras), morreu dormindo em seu apartamento na Rua Domingos Ferreira, em Copacabana, no Rio de Janeiro, depois de ter vivido uma vida plena e sem mágoas. Disseram, na ocasião, que seu rosto sem vida resplandecia com um belo sorriso.


A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB), organização sem fins lucrativos que representa os funcionários brasileiros da carreira de diplomata, presidida pela Embaixadora Vitoria Alice Cleaver, o homenageará no próximo Boletim da ADB editando artigo a seu respeito. Associo-me a essa efeméride lembrando a figura ímpar e inolvidável de um homem a quem a diplomacia brasileira muito deve e respeita.

(Imagens: Divulgações – Acervo Família Taunay)


* Thiago de Menezes (menezes.turismo@gmail.com) – Jornalista (MTB 0038494/RJ) e escritor especializado em Turismo e credenciado pela EMBRATUR. Adido de Imprensa da ACONBRAS – Associação dos Cônsules no Brasil e membro da AIERJ – Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro.